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Cineasta Christiane Agnese Barros em Luanda – Angola

Cineasta Christiane Agnese Barros

Esta é a primeira vez de Christiane Agnese Barros em Angola. Veio a trabalho à convite de uma produtora independente local que produz programas de televisão, festival de curtas e etc. Christiane Agnese Barros é formada em Cinema pela Universidade Gama Filho, cujo curso era coordenado pelo Cineasta Ruy Guerra. 

Como referência tem  alguns cineastas como Ruy Guerra, Eduardo Coutinho, Joaquim Pedro de Andrade.  No cinema internacional é apaixonada pelo olhar do Andrei Tarkovski,  um cineasta russo cujo livro “Esculpir o tempo” carrega sempre consigo; Abbas Kiarostami,  um cineasta iraniano e Jean Rouch, cineasta que marca o cinema verdade. Começou a sua vida cinematográfica ainda na faculdade, quando  dirigiu seu primeiro curta, sob o título de Amarojos.  Contava a história de uma mulher e sua insistente tentativa de romper os laços com o local onde vivia e uma relação com seu vizinho voyeur. O filme foi selecionado  para o festival do Irã. Dirigiu o documentário Noturno que mostrava o cotidiano  de quatro trabalhadores noturnos em uma cidade como o Rio de Janeiro.  Foi roteirista e assistente de direção do curta-metragem intitulado O Homem Parado,  baseado em uma crônica de Ruy Guerra e dirigido por Janaina Diniz Guerra.  Mais recentemente trabalhou  como assistente de

Cineasta Christiane Agnese Barros

 direção do longa-metragem “Cinco Vezes Favela, Agora por nós mesmos” recém lançado no Festival de Cannes e que estreou no Brasil. Produzido por Cacá Diegues e Renata  Magalhães.  Trabalhou ainda como assistente  de direção em diversos filmes publicitários com diretores como Heithor Dhalia,  Carlos Manga Junior. Foi ainda assistente de direção e pesquisa no mais  novo filme de Bebeto Abrantes, documentário que conta a trajetória  do samba através do discurso do percussionista Marçalzinho.

“Sempre que páro para questionar algo ou reflito sobre a minha vontade de exprimir o que penso sobre um artista e como um artista, páro e olho um curto texto de Andrei Tarkoviski: “Pensemos em Mandelstam, em Pasternak, em Chaplin, Dovjenko, Mizoguchi, para nos darmos conta da imensa força emocional dessas figuras sublimes que pairam altíssimo sobre a terra, e nas quais o artista aparece não como um mero explorador da vida, mas como alguém que cria incalculáveis tesouros espirituais e aquela beleza especial que pertence apenas à poesia. Tal artista é capaz de perceber as características que regem a organização poética da existência”.                Assim busco sempre o lado poético, mesmo quando as adversidades se colocam a minha frente.  Intento como aquele que lida com as imagens e consegue notar a força e a capacidade de um vídeo, de um filme, de uma fotografia propondo como prerrogativa  me interrogar sobre a sociedade em que vivo. Talvez assim consiga, no mínimo, provocar o início de uma discussão, reflexão e quem sabe um dia a transformação que desejo.” – Christiane Agnese Barros – Cineasta – naneagnese@yahoo.com.br


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